De Colônia Del Sacramento a Bahia Blanca - 440km
Total da viagem desde Porto Alegre 1.846km
Total da viagem desde Brasília 3961km
Hoje a programação
era pernoitar em Bahia Blanca, distante 650km de Buenos Aires, para isto claro,
precisávamos atravessar o Rio da Prata no Buquebus, o horário que eu havia
visto a travessia seria 10;16hs, no entanto ao chegar no porto, acabei fazendo o check-in
pela Colonia Express, hoje tem 3 empresas que operam a travessia do RO da
Prata, o lado bom de eu ter errado o check-in de empresa é que a Colonia
Express é bem mais barata do que a Buquebus, o lado ruim foi que atrasamos em quase
uma hora a viagem. Quando finalmente saímos do Porto pegamos um engarrafamento
de uns 10 a 15km por conta de um acidente, e estava muito quente, cerca de 35 a
38 graus, que por si só já é desconfortável, imagine dentro de roupas de
cordura e luvas de couro! Depois que conseguimos sair desta confusão, continuou
bem quente a temperatura, muito desconfortável a pilotagem, o calor tira também
todas as forças que tem dentro da gente. Ficou bem apertado o tempo para rodar
estes 650 quilômetros e nós já havíamos aceitado o fato de dormirmos em uma
cidade qualquer antes de Bahia Blanca, e o calor permanecia, na penúltima vez
que abastecemos no dia o sol já havia dado uma trégua e a temperatura mostrada
no painel da moto já era de 33 graus, então já cansados chegamos na cidade de
Coronel Pringels, e fomos procurar hotel, fomos em uns três hotéis e tudo
cheio, então abastecemos a moto e seguimos para Bahia Blanca, a temperatura
então já estava mais agradável, cerca de 25 graus, foram mais uns 120, 130km
até Bahia Blanca, eu já estava esgotado fisicamente, Bahia Blanca é uma cidade grande, pegamos um trânsito até chegarmos ao centro, paramos no primeiro hotel e sem
vaga, em outro e em outro e em outro, até que através da ligação de um
funcionário do hotel conseguimos uma vaga em um hotel que havia sido cancelada
UFAAAA, aí o ritual de sempre, desce mala e procura-se um bom local para comer
alguma coisa e relaxar com uma cervejinha.
A Vstron com
a gasolina Argentina e andando a 120 ate 125km/hora chegou a 17km/hora, não é
uma boa média mais aceitável, depois que tive a Vstron antiga tive várias motos
melhores, Tenerés 1200, Triumph e a Multiestrada, então a minha referência e
qualidade também mudou, o que achava que era ótimo hoje apenas é bom, e é assim
com a Vstron, bebe mais, vibra mais, e não tem alguns mimos como um piloto
automático que para quem pega retas de centenas de quilômetros também é
importante.











Wandeco meu amigo, como dizia o grande piloto argentino Juan Manoel Fangio: cavalo anda, cavalo bebe. A VStron é uma máquina honesta pelo preço, mas realmente seu motor sempre será mais gastador do que um similar mais moderno. Ainda acho que a moto definitiva é a Super Ténéré 1200, moto perfeita sem o peso de griffe. Bela viagem, continuo acompanhando. Sigam com Deus.
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